
Minha curiosidade em saber meu futuro, sempre foi algo que me consumiu, sempre quis saber o que seria de mim na próxima esquina da rua da vida, mesmo antes de dar o próximo passo, interpretar sonhos, receber sinais divinos, cartas, búzios, consulta com a mãe dina.
Não vou negar que já tentei varias formas, fui na cartomante sim, essa minha mãe garantiu que já havia acertados todas, sentei lá na cadeira, não era mãe dina e nem prometia trazer a pessoa amada em 7 dias – que convenhamos seria a maior roubada – mas ela colocou as cartas e falou sobre mim, coisas que condiziam comigo claro, peguei um pouco mais de confiança, colocou novamente as cartas, e falou sobre meu futuro, amor, trabalho, estudos, religião, até de sexo. Mas todas as previsões já feitas pela minha própria mãe, ela trabalha no ramo, mas sabe como é santo de casa não faz milagre.
Antes de sair da cartomante, ela me disse “acenderei algumas velas pra você” então acenda minha filha – pensei – que meus pecados são grandes. Sai feliz dali, acreditei realmente que meu futuro podia ser tão bom assim.
Não vou mentir duas ou três coisas realmente aconteceram, mas eram coisas que dependiam só de mim mesma, e o resto que dependia de uma força maior cósmica, de outros, quem disse? Deitei e esperei, é aquela mulher só podia ta de sacanagem comigo, quem tem poder diante do livre arbítrio alheio? Nem Deus.
Então parei de acreditar, eles tem razão, (eles quem? Não sei), seu futuro quem faz é você, não depende de ninguém, se algum santo, orixá, anjo, deus, der aquela mãozinha divina, amém e siga em frente, nosso amor tava escrito coisa nenhuma nas estrelas, o caminho tava lá, nós seguimos o que quisemos e pronto, as bifurcações são diversas e num é a carta do tarô que vai dizer que rua eu vou seguir.
Talvez eu esteja assim por que nada aconteceu, ou a mulher viu algo errado, ou nem era boa assim, mas enquanto eu não presenciar, as previsões feitas pela cartomante, ou minha mãe (tanto faz mesmo), não vai ter Padre Quevedo, nem Nossa senhora de Fátima que me faça acreditar no futuro dito pelos outros, enquanto isso eu jogo as minhas cartas e faço meu futuro.
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