quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Live to die


Escutar essas tragédias que "bombão" na mídia, como soterramento da menina Yumi em Ilha grande, ou os diversos aviões que caem, eu paro e me faço um milhão de perguntas, por que eles morreram? E por que dessa forma tão trágica? E na hora será que tinha consciência que ia morrer? Será que existe uma consciência de "Eu morri"?

E é nessa hora que me bate aquele aperto no peito, quando eu morrer como vai ser? E o que eu vou fazer da minha vida (mesmo muito vivida) interrompida ao meio? O que ficara de mim? E a morte o que é a final? O vácuo? Ou será - que para minha felicidade - existe algo mais?

É por essas e outras que admito ter medo da morte, dizem que é bobagem, a morte é certa, mas eu não a espero convidativa, pois é do meu ser humano ter medo do incerto, é de mim, querer eternamente esse sabor da vida na minha boca.

Dou valor ao meu eu nesses momentos de pensamentos insanos e medrosos, como é bom respirar, abraçar, rir, até mesmo chorar, como é perfeito amar, por mais que doa as vezes, como é gratificante acordar ao amanhecer.

Clichê? Sim, mas o que é a vida, se não uma história com o final mais clichê possível, a morte. Ainda me arrepio quando penso em meu corpo sem minha mente e alma, tão ativas e agora Deus lá sabe onde estarão, mas percebi que meu maior medo não é o depois da morte, e sim o antes, aqueles 5 segundos, que dizem ver sua vida inteira passar ante seus olhos, e você exclama "Puta merda deixe tanto pra viver e agora..." e morre.

Deve estar ai a razão para a única certeza além da vida (obvio) é a morte, pois a certeza do tempo limitado nos fazer aproveitar cada décimo de segundo - pelo menos é assim que devia ser - pois em seu leito de morte, descobrir que faltou algo, é pior morte que se pode ter

Então vou viver. Ainda com medo da morte? Sim, claro, mas quem sabe naqueles 5 segundos finais, eu descubra que já fiz tudo, então vou em paz?

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