
E ela nunca dormirá ali do seu lado



Então vá de uma vez,
Pois já não suporto mais.
Siga o seu caminho e eu sigo o meu,
Não da mais.
Eu juro que tentei, mas meu limite já se foi
E você nem mesmo esperou.
Sabe que nunca quis arrancar essa pagina,
Só que não consigo mais.
Já não da mais pra viver fingindo que esta tudo bem
E muito menos que nada aconteceu,
Então saia da minha vida de vez.
Todos já vazem questão de me lembrar de você,
Não precisa se esforçar.
Só que não da mais,
Deixei por muito tempo a porta aberta,
Decidi por partir, pois ainda dói de mais.
Sorria como sempre sorriu
Por que foi fácil pra você
Atravessar a rua pra nunca mais voltar.
Já não sei lidar com essa ausência
Que existe em voltar,
Me esqueça de vez então.
Já tentamos, não podemos mais.
Se fugir é como voltar,
Apague.
Esqueceremos nosso rosto,
Até nunca mais.
Chega de fingir
Eu sei que nem você quer mais,
Não foi o melhor para você
Então vá de vez.
Não queria apagar,
Só que você tinha razão
Já nos distanciou de mais.
E por mais que o tempo se vá
E se nada adiantar?
Mas o que nos resta a mais?
Não existe escolha
O melhor ficou no passado,
E se a saudade existe em voltar
É pra provar que já não encaixa mais.
Siga o seu
Estou seguindo o meu
Para não mais chorar,
Não mais se machucar,
Não mais amar.
Esqueceremos nosso s rostos.
Até nunca mais.

Minha curiosidade em saber meu futuro, sempre foi algo que me consumiu, sempre quis saber o que seria de mim na próxima esquina da rua da vida, mesmo antes de dar o próximo passo, interpretar sonhos, receber sinais divinos, cartas, búzios, consulta com a mãe dina.
Não vou negar que já tentei varias formas, fui na cartomante sim, essa minha mãe garantiu que já havia acertados todas, sentei lá na cadeira, não era mãe dina e nem prometia trazer a pessoa amada em 7 dias – que convenhamos seria a maior roubada – mas ela colocou as cartas e falou sobre mim, coisas que condiziam comigo claro, peguei um pouco mais de confiança, colocou novamente as cartas, e falou sobre meu futuro, amor, trabalho, estudos, religião, até de sexo. Mas todas as previsões já feitas pela minha própria mãe, ela trabalha no ramo, mas sabe como é santo de casa não faz milagre.
Antes de sair da cartomante, ela me disse “acenderei algumas velas pra você” então acenda minha filha – pensei – que meus pecados são grandes. Sai feliz dali, acreditei realmente que meu futuro podia ser tão bom assim.
Não vou mentir duas ou três coisas realmente aconteceram, mas eram coisas que dependiam só de mim mesma, e o resto que dependia de uma força maior cósmica, de outros, quem disse? Deitei e esperei, é aquela mulher só podia ta de sacanagem comigo, quem tem poder diante do livre arbítrio alheio? Nem Deus.
Então parei de acreditar, eles tem razão, (eles quem? Não sei), seu futuro quem faz é você, não depende de ninguém, se algum santo, orixá, anjo, deus, der aquela mãozinha divina, amém e siga em frente, nosso amor tava escrito coisa nenhuma nas estrelas, o caminho tava lá, nós seguimos o que quisemos e pronto, as bifurcações são diversas e num é a carta do tarô que vai dizer que rua eu vou seguir.
Talvez eu esteja assim por que nada aconteceu, ou a mulher viu algo errado, ou nem era boa assim, mas enquanto eu não presenciar, as previsões feitas pela cartomante, ou minha mãe (tanto faz mesmo), não vai ter Padre Quevedo, nem Nossa senhora de Fátima que me faça acreditar no futuro dito pelos outros, enquanto isso eu jogo as minhas cartas e faço meu futuro.

E é nessa hora que me bate aquele aperto no peito, quando eu morrer como vai ser? E o que eu vou fazer da minha vida (mesmo muito vivida) interrompida ao meio? O que ficara de mim? E a morte o que é a final? O vácuo? Ou será - que para minha felicidade - existe algo mais?
É por essas e outras que admito ter medo da morte, dizem que é bobagem, a morte é certa, mas eu não a espero convidativa, pois é do meu ser humano ter medo do incerto, é de mim, querer eternamente esse sabor da vida na minha boca.
Dou valor ao meu eu nesses momentos de pensamentos insanos e medrosos, como é bom respirar, abraçar, rir, até mesmo chorar, como é perfeito amar, por mais que doa as vezes, como é gratificante acordar ao amanhecer.
Clichê? Sim, mas o que é a vida, se não uma história com o final mais clichê possível, a morte. Ainda me arrepio quando penso em meu corpo sem minha mente e alma, tão ativas e agora Deus lá sabe onde estarão, mas percebi que meu maior medo não é o depois da morte, e sim o antes, aqueles 5 segundos, que dizem ver sua vida inteira passar ante seus olhos, e você exclama "Puta merda deixe tanto pra viver e agora..." e morre.
Deve estar ai a razão para a única certeza além da vida (obvio) é a morte, pois a certeza do tempo limitado nos fazer aproveitar cada décimo de segundo - pelo menos é assim que devia ser - pois em seu leito de morte, descobrir que faltou algo, é pior morte que se pode ter
Então vou viver. Ainda com medo da morte? Sim, claro, mas quem sabe naqueles 5 segundos finais, eu descubra que já fiz tudo, então vou em paz?

E ele chorou em silencio mais uma vez,
Não pela felicidade dela
E sim por sua incapacidade de esquecê-la.
E aquela dor o atingiu novamente,
Só que não era pelo que lera aquelas palavras,
Mas por que não foram ditas a ele,
Estava realmente fora da vida dela.
E outra vez ele desejou sumir,
Não só por ela
Por todos.
E mais uma vez ele fugiu da verdade
Se fechando no seu pequeno mundo,
Imperfeito de mais para os outros
Não para ele.
E respirou fundo novamente,
Retraçou suas metas
Que ia bem longe dela,
Mas ele ainda pensaria nela nesse caminho
Isso ele sabia.
E desejou novamente desesperado
Alguém para amar,
Não por que não a amava,
Mas já ama-la de mais.
Ele se lembrou de uma ultima vez de quando foi feliz ali,
E por mais que não fizesse nenhum sentido
Ele sabia que aquilo era mais próximo do amor que ele havia chegado
E deixou escapar por entre os dedos.
Então mais uma vez voltou a chorar,
Pois tudo aquilo que ele lutou pra conquistar
Não passou de decepções dele com ele mesmo,
E desistir dela foi a maior delas.
E a saudade mais uma vez voltou a bater,
E não só da namorada,
Mas da amiga que viu indo embora.
Escutou todas as musicas de novo
Não para sofrer com elas,
Mas ter certeza de que foi real
Que o amor existe e que pode se apaixonar de novo.
E nesse momento ele se lembrou de que ama-la,
E amar a si mesmo, era mais importante do que sofrer.
Havia passado então.
E mais uma vez ele apagou as lagrimas por ela,
E sorriu para ela.
P.S Coincidência ou não Mais uma vez é o nome daquela música.