quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Quando mais se precisar


E ela nunca dormirá ali do seu lado
Quando você estiver doente, no hospital.
Não perderá uma noite de sono
Preocupada com você.
Ela jamais atravessará o país
Para estar ao seu lado,
Quando você mais precisar.

Então por que você ainda insiste
Em fazer tudo isso por ela?
Mesmo tendo a certeza de que ela não estará lá,
Você continua lá por ela.
Quando ela mais precisar.

E ela não mudara a própria vida
Para estar sempre ao seu lado.
Jamais segurara sua mão
Quando você achar que tudo esta perdido.
E ela não derrubara uma lágrima por você,
Como nunca derrubou.
Quando você mais precisar.

Que você ainda chora por ela,
Todo mundo já sabe.
Mas por que ainda isso?
Se é a única certeza que se tem,
Por que você continua lá?
Quando ela mais precisar.

E quando você mais precisou
Que ela segurasse sua mão,
Foi embora para não mais voltar,
E você ainda espera.
Não vê sentido na saudade que lhe faz
Mas ainda esta ali
Para quando ela precisar.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010



Me mande cartas,
fotos também,
quero acompanhar a mudança que cada traço do seu rosto.
Ligue no horario de sempre
independente de onde estiver,
vou estar esperando.
Leia os bom livros quando puder,
e quando tomar um café
lembre de casa,
de nós.
E quando andar distraido pelas ruas
pare um momento
e observe a paisagem.
Esqueça do tempo
apenas o necssario
pra fugir da realidade


[curtinhas]

Não mais


Então vá de uma vez,

Pois já não suporto mais.

Siga o seu caminho e eu sigo o meu,

Não da mais.

Eu juro que tentei, mas meu limite já se foi

E você nem mesmo esperou.


Sabe que nunca quis arrancar essa pagina,

Só que não consigo mais.

Já não da mais pra viver fingindo que esta tudo bem

E muito menos que nada aconteceu,

Então saia da minha vida de vez.


Todos já vazem questão de me lembrar de você,

Não precisa se esforçar.

Só que não da mais,

Deixei por muito tempo a porta aberta,

Decidi por partir, pois ainda dói de mais.


Sorria como sempre sorriu

Por que foi fácil pra você

Atravessar a rua pra nunca mais voltar.

Já não sei lidar com essa ausência

Que existe em voltar,

Me esqueça de vez então.


Já tentamos, não podemos mais.

Se fugir é como voltar,

Apague.

Esqueceremos nosso rosto,

Até nunca mais.


Chega de fingir

Eu sei que nem você quer mais,

Não foi o melhor para você

Então vá de vez.


Não queria apagar,

Só que você tinha razão

Já nos distanciou de mais.

E por mais que o tempo se vá

E se nada adiantar?

Mas o que nos resta a mais?


Não existe escolha

O melhor ficou no passado,

E se a saudade existe em voltar

É pra provar que já não encaixa mais.


Siga o seu

Estou seguindo o meu

Para não mais chorar,

Não mais se machucar,

Não mais amar.

Esqueceremos nosso s rostos.

Até nunca mais.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Que joguem as cartas.


Minha curiosidade em saber meu futuro, sempre foi algo que me consumiu, sempre quis saber o que seria de mim na próxima esquina da rua da vida, mesmo antes de dar o próximo passo, interpretar sonhos, receber sinais divinos, cartas, búzios, consulta com a mãe dina.

Não vou negar que já tentei varias formas, fui na cartomante sim, essa minha mãe garantiu que já havia acertados todas, sentei lá na cadeira, não era mãe dina e nem prometia trazer a pessoa amada em 7 dias – que convenhamos seria a maior roubada – mas ela colocou as cartas e falou sobre mim, coisas que condiziam comigo claro, peguei um pouco mais de confiança, colocou novamente as cartas, e falou sobre meu futuro, amor, trabalho, estudos, religião, até de sexo. Mas todas as previsões já feitas pela minha própria mãe, ela trabalha no ramo, mas sabe como é santo de casa não faz milagre.

Antes de sair da cartomante, ela me disse “acenderei algumas velas pra você” então acenda minha filha – pensei – que meus pecados são grandes. Sai feliz dali, acreditei realmente que meu futuro podia ser tão bom assim.

Não vou mentir duas ou três coisas realmente aconteceram, mas eram coisas que dependiam só de mim mesma, e o resto que dependia de uma força maior cósmica, de outros, quem disse? Deitei e esperei, é aquela mulher só podia ta de sacanagem comigo, quem tem poder diante do livre arbítrio alheio? Nem Deus.

Então parei de acreditar, eles tem razão, (eles quem? Não sei), seu futuro quem faz é você, não depende de ninguém, se algum santo, orixá, anjo, deus, der aquela mãozinha divina, amém e siga em frente, nosso amor tava escrito coisa nenhuma nas estrelas, o caminho tava lá, nós seguimos o que quisemos e pronto, as bifurcações são diversas e num é a carta do tarô que vai dizer que rua eu vou seguir.

Talvez eu esteja assim por que nada aconteceu, ou a mulher viu algo errado, ou nem era boa assim, mas enquanto eu não presenciar, as previsões feitas pela cartomante, ou minha mãe (tanto faz mesmo), não vai ter Padre Quevedo, nem Nossa senhora de Fátima que me faça acreditar no futuro dito pelos outros, enquanto isso eu jogo as minhas cartas e faço meu futuro.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Live to die


Escutar essas tragédias que "bombão" na mídia, como soterramento da menina Yumi em Ilha grande, ou os diversos aviões que caem, eu paro e me faço um milhão de perguntas, por que eles morreram? E por que dessa forma tão trágica? E na hora será que tinha consciência que ia morrer? Será que existe uma consciência de "Eu morri"?

E é nessa hora que me bate aquele aperto no peito, quando eu morrer como vai ser? E o que eu vou fazer da minha vida (mesmo muito vivida) interrompida ao meio? O que ficara de mim? E a morte o que é a final? O vácuo? Ou será - que para minha felicidade - existe algo mais?

É por essas e outras que admito ter medo da morte, dizem que é bobagem, a morte é certa, mas eu não a espero convidativa, pois é do meu ser humano ter medo do incerto, é de mim, querer eternamente esse sabor da vida na minha boca.

Dou valor ao meu eu nesses momentos de pensamentos insanos e medrosos, como é bom respirar, abraçar, rir, até mesmo chorar, como é perfeito amar, por mais que doa as vezes, como é gratificante acordar ao amanhecer.

Clichê? Sim, mas o que é a vida, se não uma história com o final mais clichê possível, a morte. Ainda me arrepio quando penso em meu corpo sem minha mente e alma, tão ativas e agora Deus lá sabe onde estarão, mas percebi que meu maior medo não é o depois da morte, e sim o antes, aqueles 5 segundos, que dizem ver sua vida inteira passar ante seus olhos, e você exclama "Puta merda deixe tanto pra viver e agora..." e morre.

Deve estar ai a razão para a única certeza além da vida (obvio) é a morte, pois a certeza do tempo limitado nos fazer aproveitar cada décimo de segundo - pelo menos é assim que devia ser - pois em seu leito de morte, descobrir que faltou algo, é pior morte que se pode ter

Então vou viver. Ainda com medo da morte? Sim, claro, mas quem sabe naqueles 5 segundos finais, eu descubra que já fiz tudo, então vou em paz?

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Mais uma vez



E ele chorou em silencio mais uma vez,

Não pela felicidade dela

E sim por sua incapacidade de esquecê-la.

E aquela dor o atingiu novamente,

Só que não era pelo que lera aquelas palavras,

Mas por que não foram ditas a ele,

Estava realmente fora da vida dela.


E outra vez ele desejou sumir,

Não só por ela

Por todos.

E mais uma vez ele fugiu da verdade

Se fechando no seu pequeno mundo,

Imperfeito de mais para os outros

Não para ele.


E respirou fundo novamente,

Retraçou suas metas

Que ia bem longe dela,

Mas ele ainda pensaria nela nesse caminho

Isso ele sabia.

E desejou novamente desesperado

Alguém para amar,

Não por que não a amava,

Mas já ama-la de mais.


Ele se lembrou de uma ultima vez de quando foi feliz ali,

E por mais que não fizesse nenhum sentido

Ele sabia que aquilo era mais próximo do amor que ele havia chegado

E deixou escapar por entre os dedos.

Então mais uma vez voltou a chorar,

Pois tudo aquilo que ele lutou pra conquistar

Não passou de decepções dele com ele mesmo,

E desistir dela foi a maior delas.


E a saudade mais uma vez voltou a bater,

E não só da namorada,

Mas da amiga que viu indo embora.

Escutou todas as musicas de novo

Não para sofrer com elas,

Mas ter certeza de que foi real

Que o amor existe e que pode se apaixonar de novo.


E nesse momento ele se lembrou de que ama-la,

E amar a si mesmo, era mais importante do que sofrer.

Havia passado então.

E mais uma vez ele apagou as lagrimas por ela,

E sorriu para ela.


P.S Coincidência ou não Mais uma vez é o nome daquela música.