terça-feira, 9 de junho de 2009

Novas vidas para a nossa mesma história.




E se eu não falasse tão alto assim?

Falasse suave tal como um sopro ao seu ouvido

E se meu cabelo não fosse enrolado?

E sim ondulados e compridos

Sobre os meus ombros, onde você já chorou e sorriu.

E se minha mão não fosse tão áspera assim?

Fosse macia, e sem calos, para te acariciar o rosto

E se meus olhos não tivessem essa cor de jabuticaba?

Fossem verdes como o mar,

Eles poderiam se fixar aos seus sem te incomodar?

Se minha boca não te beijasse assim tão diferente dos outros?

Os meus beijos fossem iguais a aquele que te fez sofrer.

E se minha pele fosse branca como esse papel em que escrevo?

E não assim de cor chocolate, como a fragrância que de mim exala

E em você fica. Se misturando com o seu perfume.

E por algum acaso eu não tivesse essa minha personalidade submissa a você?

Que nunca te pedisse desculpas, mesmo sendo minha culpa.

E se simplesmente eu não fosse homem,

E sim uma bela mulher como você?

Se eu não fosse nada do que sou hoje?

Você ainda teria se apaixonado por mim?

Se ainda assim, você me notaria no meio de tantos?

Se eu fosse como nos seus sonhos de um conto de fadas

O nós teria dado certo?

Eu não mudei por você, eu não fui outro para você

E você me amou pelo que sou.

Talvez isso não tenha sido o suficiente para te mostrar

Que é pra valer

Mas a eternidade sempre foi nossa, e continuara sendo.

Agora pra você somos o impossível

Esse é o nosso hoje,

Amanhã só poderei lhe arriscar uma coisa

Estarei lá para você

Da forma pela qual o impraticável seria o eu e você.

Amanhã, voltarei para viver o nós novamente.

Continuar a história, com outro eu e você

Mas a mesma fabula, para o mesmo nós.

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