sábado, 20 de junho de 2009

Escuridão


Com tua ausência me perdi

Já não sabia mais quem era

E essas mudanças que vê em mim

Eu fiz para não sentir tanta falta sua

É horrível se perder quando você acredita ter achado o caminho,

É perturbador se ver de novo no escuro,

Quando se estava tão acostumado a caminhar na luz.

Mas com o tempo os olhos se acostumam com a falta de claridade,

E por que eu não me acostumei a carência sua?

As coisas se esconderam as sombras de uma luz que não existia

Elas se camuflaram, e já não podia mais ver o que é certo ou errado,

Preto ou branco,

Tudo era muito igual.

Eu me confundia com o mundo,

Que já não era mais claro

Misturei medo com ilusão

Esperança com indiferença

Amor com alucinação

Foi quando parei

E entendi que você já não ia mais voltar.

Pois nós dois havíamos mudado

E que nunca estive só nessa escuridão

Você estava tão perdida quanto eu.

Hoje já posso ver a luz entrando por uma fresta

E aqui não quero ficar

Sinto muito por te deixar

Mas você não quer enxergar

Não adianta mais dizer, se você não quer ouvir

Você vai continuar a caminhar

Até não poder mais ver sua própria sobra

Por que ela vai se perderá na escuridão, como você.

Eu já não quero mais viver assim

E quando descobrir que a liberdade não se encontra ai

Siga a voz daqueles que ainda gritam por você

Porque, por enquanto me calo a ti

Já não quero gastar meu verbo contigo

Por que EU já não posso mais te tirar daqui

Você escolheu se acorrentar as sombras

E é a única que tem as chaves das algemas

E se por algum irônico acaso nos encontremos lá fora

Talvez seja porque realmente há algo mais nisso tudo

Só que por enquanto não quero acreditar mais nisso

Apenas em mim, e em mais nada.

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