
Com tua ausência me perdi
Já não sabia mais quem era
E essas mudanças que vê em mim
Eu fiz para não sentir tanta falta sua
É horrível se perder quando você acredita ter achado o caminho,
É perturbador se ver de novo no escuro,
Quando se estava tão acostumado a caminhar na luz.
Mas com o tempo os olhos se acostumam com a falta de claridade,
E por que eu não me acostumei a carência sua?
As coisas se esconderam as sombras de uma luz que não existia
Elas se camuflaram, e já não podia mais ver o que é certo ou errado,
Preto ou branco,
Tudo era muito igual.
Eu me confundia com o mundo,
Que já não era mais claro
Misturei medo com ilusão
Esperança com indiferença
Amor com alucinação
Foi quando parei
E entendi que você já não ia mais voltar.
Pois nós dois havíamos mudado
E que nunca estive só nessa escuridão
Você estava tão perdida quanto eu.
Hoje já posso ver a luz entrando por uma fresta
E aqui não quero ficar
Sinto muito por te deixar
Mas você não quer enxergar
Não adianta mais dizer, se você não quer ouvir
Você vai continuar a caminhar
Até não poder mais ver sua própria sobra
Por que ela vai se perderá na escuridão, como você.
Eu já não quero mais viver assim
E quando descobrir que a liberdade não se encontra ai
Siga a voz daqueles que ainda gritam por você
Porque, por enquanto me calo a ti
Já não quero gastar meu verbo contigo
Por que EU já não posso mais te tirar daqui
Você escolheu se acorrentar as sombras
E é a única que tem as chaves das algemas
E se por algum irônico acaso nos encontremos lá fora
Talvez seja porque realmente há algo mais nisso tudo
Só que por enquanto não quero acreditar mais nisso
Apenas em mim, e em mais nada.
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