segunda-feira, 5 de julho de 2010

Aprisionado


Sua respiração,

O barulho do seu relógio,

Pequenos sons que me fazem lembrar.

As notas do violão,

Os cantarolares que se seguem,

As mesmas músicas só pra relembrar.

Minha alma que sempre foi livre

Nunca se prendeu a nada nem ninguém,

Quis estar aqui por você.

Aquelas roupas suas que ainda estão aqui,

E seu perfume ainda sobre minha pele,

Tudo me leva a você.

Das cartas na gaveta,

E todas as mensagens no celular,

Tudo para tentar me iludir de que o futuro é o passado.

Você que também tem a alma livre,

Voe para longe daqui.

Eu sei que não volta.

Mas você irá descobrir a prisão de sua alma,

Alguém que lhe prenda.

Mas não fique presa.

Atravesse as grades

Encontre alguém que lhe solte.

E quem sabe eu não esteja lá

Para te libertar.

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