
Sentei apenas para ouvir as cigarras
Sentir o vento que toca nas folhas
E o silêncio do tempo
Que me escorre pelas mãos.
Me encostei para não pensar
Calei para não dizer
E fechei para não ser
Aquilo que me foge do racional.
Dormir para esquecer
Fugir para não encarar
Observar para ir
Para muito longe daquilo que pode ser feliz.
Sou o que não quero
Desejo o que não posso
Tenho ideias erradas do que é certo
Tenho obtido mais do que merecido
E adquirido o pequeno hábito
De arremessá-los ao mar
Por medo
Por saudade
Por ódio
Me deixe ser um pouco realista então
Que esta confusão externa
É resultado, da interna incerteza dentro de mim.
Em que o meu racional
Cria ilusão para conseguirmos sobreviver.
E eu entendo
Que quem realmente sabe o que é vida
É aquele que deixa de sobreviver
Para viver.
Então já não vivo mais
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