
Sinto tudo aquilo


E difícil mesmo é admitir que tenho ciúmes,
Que por mais que digam que se você ama de verdade
Nunca se sentirá triste em vê-la feliz.
Com outro.
Então lhe digo,
Mato-me de inveja dele,
Sou fraco de mais.
e tudo por que sou um ser humano.
Sim eu tenho ódio como qualquer outro
Já fiz os 7 pecados capitais
E os recometi milhares de vezes.
Cometo os mesmo erros,
Sinto preguiça.
Pois sou humano.
Tenho vontade de mata-lo
De matar a todos ao meu redor.
Desejo a mulher alheia,
E não é só você
Mas sabe como é a carne do homem é fraca.
Eu choro,
Já me apaixonei, e já amei quem não me amou.
E continuo amando.
Não sou tão frio quanto pareço,
Não sou nem mesmo quem penso ser.
Cometo os mesmo erros,
Sou um ser errante.
Sou humano!

Não me surpreenderia
Se você me disse que já me esqueceu
Claro me machucaria
Como já machuca,
Mas te perguntaria por que e tão fácil pra você
E para mim uma luta.
Então nessas linhas quero te dizer muito mais
Do que já foi dito e sentido por nós,
Queria poder entender o que fomos,
E o que somos agora.
E sobre seus olhos se esconde muito mais
Do que se pode ser visto,
E foi ai que encontrei alguém,
Com quem queria me perder,
Mas esse alguém estava perdido de mais
Para me achar.
Em suas linhas
Eu lia você,
E nas minhas o que você encontra?
Diga-me mais do que foge,
Pois ficarei aqui
Por que então nessas linhas
Quero te dizer muito mais
Do que já lhe foi dito,
Explicado e sentindo,
Entender o que fomos no passado
E o que somos hoje.
Você escorrega pela minha mão
Com medo de se prender,
E enquanto você voa
Eu fico não chão.
Olhe para o lado
E me veja ai,
Por mais que não seja o meu lugar,
Por mais que não se encaixe mais,
Tornou-se essencial estar do seu lado.
Então não fuja com os olhos
Quando os seus encontrarem os meus,
E me digam o que eles buscam,
Fique aqui e pegue minha mão.
Pois nessas breves linhas
Quero te dizer muito mais
Do que cabe em palavras
Perdidas no nosso tempo
De quem fomos
E quem somos agora.

Sentei apenas para ouvir as cigarras
Sentir o vento que toca nas folhas
E o silêncio do tempo
Que me escorre pelas mãos.
Me encostei para não pensar
Calei para não dizer
E fechei para não ser
Aquilo que me foge do racional.
Dormir para esquecer
Fugir para não encarar
Observar para ir
Para muito longe daquilo que pode ser feliz.
Sou o que não quero
Desejo o que não posso
Tenho ideias erradas do que é certo
Tenho obtido mais do que merecido
E adquirido o pequeno hábito
De arremessá-los ao mar
Por medo
Por saudade
Por ódio
Me deixe ser um pouco realista então
Que esta confusão externa
É resultado, da interna incerteza dentro de mim.
Em que o meu racional
Cria ilusão para conseguirmos sobreviver.
E eu entendo
Que quem realmente sabe o que é vida
É aquele que deixa de sobreviver
Para viver.
Então já não vivo mais
