segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Antes de perder.


Sinto tudo aquilo
Que mais me fazia feliz
Escorregar pelos meus dedos
E ir embora, sem que eu faça nada.

E eu continuo respirando
Enquanto tudo isso vai embora
E eu não quero mais mudar isso,
Pois eu não posso perder o que não é meu.

Muitas coisas já não fazem nenhum sentido,
Estar aqui já não me importa
Por que bom mesmo, seria não dar adeus
E sim simplesmente partir.

Não posso perder aquilo que nunca foi meu
Então não tenho nem ao menos
O direito de chorar,
Ou cobrar nada nem mesmo de mim.

Então, antes de perder
Simplesmente parto, mais uma vez.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sou humano


E difícil mesmo é admitir que tenho ciúmes,

Que por mais que digam que se você ama de verdade

Nunca se sentirá triste em vê-la feliz.

Com outro.

Então lhe digo,

Mato-me de inveja dele,

Sou fraco de mais.

e tudo por que sou um ser humano.


Sim eu tenho ódio como qualquer outro

Já fiz os 7 pecados capitais

E os recometi milhares de vezes.

Cometo os mesmo erros,

Sinto preguiça.

Pois sou humano.


Tenho vontade de mata-lo

De matar a todos ao meu redor.

Desejo a mulher alheia,

E não é só você

Mas sabe como é a carne do homem é fraca.


Eu choro,

Já me apaixonei, e já amei quem não me amou.

E continuo amando.

Não sou tão frio quanto pareço,

Não sou nem mesmo quem penso ser.


Cometo os mesmo erros,

Sou um ser errante.

Sou humano!

Nessas linhas


Não me surpreenderia

Se você me disse que já me esqueceu

Claro me machucaria

Como já machuca,

Mas te perguntaria por que e tão fácil pra você

E para mim uma luta.


Então nessas linhas quero te dizer muito mais

Do que já foi dito e sentido por nós,

Queria poder entender o que fomos,

E o que somos agora.


E sobre seus olhos se esconde muito mais

Do que se pode ser visto,

E foi ai que encontrei alguém,

Com quem queria me perder,

Mas esse alguém estava perdido de mais

Para me achar.


Em suas linhas

Eu lia você,

E nas minhas o que você encontra?

Diga-me mais do que foge,

Pois ficarei aqui


Por que então nessas linhas

Quero te dizer muito mais

Do que já lhe foi dito,

Explicado e sentindo,

Entender o que fomos no passado

E o que somos hoje.


Você escorrega pela minha mão

Com medo de se prender,

E enquanto você voa

Eu fico não chão.


Olhe para o lado

E me veja ai,

Por mais que não seja o meu lugar,

Por mais que não se encaixe mais,

Tornou-se essencial estar do seu lado.


Então não fuja com os olhos

Quando os seus encontrarem os meus,

E me digam o que eles buscam,

Fique aqui e pegue minha mão.


Pois nessas breves linhas

Quero te dizer muito mais

Do que cabe em palavras

Perdidas no nosso tempo

De quem fomos

E quem somos agora.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sobreviver


Sentei apenas para ouvir as cigarras

Sentir o vento que toca nas folhas

E o silêncio do tempo

Que me escorre pelas mãos.


Me encostei para não pensar

Calei para não dizer

E fechei para não ser

Aquilo que me foge do racional.


Dormir para esquecer

Fugir para não encarar

Observar para ir

Para muito longe daquilo que pode ser feliz.


Sou o que não quero

Desejo o que não posso

Tenho ideias erradas do que é certo

Tenho obtido mais do que merecido

E adquirido o pequeno hábito

De arremessá-los ao mar

Por medo

Por saudade

Por ódio


Me deixe ser um pouco realista então

Que esta confusão externa

É resultado, da interna incerteza dentro de mim.

Em que o meu racional

Cria ilusão para conseguirmos sobreviver.


E eu entendo

Que quem realmente sabe o que é vida

É aquele que deixa de sobreviver

Para viver.


Então já não vivo mais

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Como as borboletas




E se por mais uma vez
Eu tivesse a oportunidade de te fazer sorrir,
E por mais um dia
Olhar no seus olhos e sentir.

Mas não,
Me disseram que era uma questão de tempo
mal sabiam eles
Que tempo era o que eu não tinha.

Tentei de todas as formas
Lutei contra.
Derramei lágrimas, por saudade de sorrir.
Acreditei em algo melhor.

Mas não,
Foi me dito que era uma questão de tempo,
Mal se sabia
Que para mim não existia tempo.

E se por mais uma vez,
Em menos de um dia,
Eu sei poderia...

Então me de mais um dia,
Como as borboletas que voam
Me de algumas horas como as flores no jardim.

Pois me disseram era uma questão de tempo
Nunca imaginaram
Que tempo era o que eu não tinha.