segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Mil e um bombons


Fiquei em duvida em escolher a cor da caixa,
Mas acabei por decidir pelo vermelho,
Totalmente
clichê, mas sempre foi a nossa cor.
Juntei as ultimas moedas que me restavam,
fui ao mercado mais próximo e comprei Bis,
Mas era Bis branco, pois eu me lembro
Era o
único chocolate que você comia.

E delicadamente comecei a escrever com uma caneta vermelha,
Tudo aquilo que queria te dizer,
Cada pequena frase em um Bis.
Nossas letras de música,
fragmentos de cartas,
e um simples "não vá mais embora da minha vida".

Mas você já não estava mais lá,
Já não
éramos parte de um dois que tentamos construir
Tinhas outras coisas a escolher,
e eu estagnado no meu tempo de você.

Talvez seja por isso que os chocolates nunca derreteram
Mesmo nos dias de verão que voltaram
e eu te esperava,
Estamos congelados no tempo.

A caixa continuará aqui,
e no dia em que essa
inércia passar,
você irá
encontrá-lá sobre sua mesa,
com essas
tentativa de poema,
e uma rosa.

A partir desse momento poderá ter essa certeza,
Te amarei para sempre,
Mas aprendi a viver com essa saudade sua!

3 comentários:

  1. Que lindo Cout :-) gostei!
    Você gosta de Neruda? É meu poeta preferido, seus textos me lembram um pouquinho... Dá uma olhada, tenho certeza que vai curtir! Aqui alguns links:
    http://www.pensador.info/autor/Pablo_Neruda/ - http://www.fabiorocha.com.br/neruda.htm ! Beijo

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  2. Leia esse: (não é meu preferido, mas me lembrou vc)

    Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
    Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
    e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
    O vento da noite gira no céu e canta.

    Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
    Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
    Em noites como esta tive-a em meus braços.
    Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

    Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
    Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
    Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
    Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.

    Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
    E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
    Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
    A noite está estrelada e ela não está comigo.

    Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
    A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
    Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
    O meu coração procura-a, ela não está comigo.

    A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
    Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
    Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
    Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.

    De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
    A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
    Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
    É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.

    Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
    a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
    Embora seja a última dor que ela me causa,
    e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.

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  3. Awn, Neruda é tudo! Hahaha, olha esse (vou floodar seus comments):

    Já não se encantarão os meus olhos nos teus olhos,
    já não se adoçará junto a ti a minha dor.

    Mas para onde vá levarei o teu olhar
    e para onde caminhes levarás a minha dor.

    Fui teu, foste minha. O que mais? Juntos fizemos
    uma curva na rota por onde o amor passou.

    Fui teu, foste minha. Tu serás daquele que te ame,
    daquele que corte na tua chácara o que semeei eu.

    Vou-me embora. Estou triste: mas sempre estou triste.
    Venho dos teus braços. Não sei para onde vou.

    ...Do teu coração me diz adeus uma criança.
    E eu lhe digo adeus.

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