Uma vez, uma criança, me perguntou se eu já havia amado alguém, apenas sorri, e balancei a cabeça positivamente.
Alguns minutos depois a mesma criança, quando estávamos a sós, me perguntou se quando amei havia doido.
A olhei apreensivo, e me mantive calado, será que aquele pequeno já tinha conhecimento das controvérsias do amor? Resolvi então, que iria ajudá-lo.
“E por que queres saber?”
“Porque acho, mas não tenho certeza, que estou amando” me respondeu ele.
“Não tem certeza?”
“Não, mamãe disse que amar não é sofrer, mas dói, só de pensar que ela nem sabe que eu existo”
“Amar realmente não é sofrer, mas as vezes, para por em prova o que sente, acabamos tornando tudo um pouco mais difícil.”
“Mas ela não me ama. Isso me dói, porém o que mais desejo é que ela seja feliz.”
“Olha eu não sei quem ela é, mas eu, pelo que já passei e vivi, vou lhe dizer, se o que você sente for amor de verdade, você nunca vai esquecer essa menina, nunca vai deixar de ama-la, então não perca a oportunidade, não a deixe escapar entre os seus dedos, diga a ela o que sente, mostre a ela que pode faze-la feli, se por um infortuno não for o mesmo pra ela, apena espere que ela seja realmente feliz, pois isso lhe satisfará. Mas não deixe de lutar, para passar o resto da vida a pensar no sê.”
“Você deixou o amor da sua vida escapar não é? Não lutou por ela não é verdade? Ainda a ama, não ama? Mas não é você que sempre diz que nunca é tarde?”
Ele levantou e se foi, me deixando apenas com aquelas palavras no ar.
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