domingo, 7 de junho de 2009

Já não me permito mais


Já não me permito mais amar

Pois quando me entreguei a ele

Muito me machuquei

Não me permito mais

Nem gostar de mim mesma

Por que foi assim que magoei muita gente

A muito não me permito sonhar

Pelo simples fato de já ter acreditado neles

E não terem se realizados

Não me dou mais ao luxo de ser feliz

Parei de acreditar

Quando me senti cansada de mais para continuar a lutar

Não me deixo mais fazer minhas próprias escolhas

Pois quando tive essa liberdade

Aquilo que achava certo era o errado

Não tolero mais que eu pense

Por que eles fogem do meu controle

E só falam naquilo que não quero nem lembrar

Não permito que as pessoas entrem no meu mundo

A solidão não me basta,

Porém é mais fácil do que os outros.

Não me deixo escutar nem ao menos falar

Para apenas não tirar minhas próprias conclusões sobre o mundo

E não expor meus pensamentos sobre nada nem ninguém

Já não me permito sentir

Para que não possa mais sofrer por ninguém

E nem tomar as dores de alguém.

Hoje só é permitido a mim escrever

Pois é nas palavras que sei amar,

Nos textos meu mundo esta aberto a visitações

São nessas linhas que aprendo a me amar

Em cada virgula a esperança de um sonho e tentar ser feliz de novo

Aqui eu quebro minhas próprias regras

Penso, escuto, falo, sinto.

É escrevendo que vou vivendo

E transformando em eterno

Aquilo que era mortal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário